sábado, 8 de dezembro de 2007

O Voleibol



Quando, onde e como nasceu o voleibol?



O voleibol foi criado em 1895 na universidade de Holyoke, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos da América (EUA), pelo o professor William Morgan.

Na sua origem o jogo era denominado “Mintonette” e tinha um carácter recreativo e de manutenção da condição física, essencialmente praticado por homens de negócios e estudantes.


Durante uma exibição deste jogo em 1897 o professor Alfred Halster sugerir a alteração do nome inicial para “volley-ball” porque o objectivo principal do jogo era jogar a bola por cima da rede e de um campo para o outro. Esta designação foi aceite, perdurou e é universalmente utilizada.



O que é o voleibol?


É um jogo desportivo colectivo, realizado – por duas equipas – num espaço de jogo definido e dividido por uma rede colocada a meio do campo.



No jogo formal ou oficial, as equipas são constituídas por 6 jogadores em campo, podendo ter mais 6 jogadores suplentes, um treinador, um treinador-adjunto, um massagista e um médico.
A equipa de arbitragem é constituída pelos seguintes elementos:
- o primeiro árbitro
- o segundo árbitro
- o marcador
- 2 ou 4 juízes de linha

Fig. 1 - Recinto de jogo do voleibol


O objectivo do jogo é o de enviar a bola por cima da rede modo a tocar no campo adversário e impedir que toque o solo do seu próprio campo.





Manipulação da bola

No voleibol, a regra não te permite agarrar ou reter a bola. Neste jogo a bola é jogada ou manipulada através de acções de repulsão, isto é, através de batimentos, reflexão ou projecção da bola, em trajectória aérea, de um campo para o outro e por cima da rede.
Nessas acções, vai-se aplicar técnicas desportivas específicas do voleibol que se chamam “Gestos Técnicos” e cuja utilização depende da trajectória da bola.



Assim, para a execução dessas técnicas deve-se saber que existem dois planos distintos de intervenção sobre a bola:
1) Um plano superior de intervenção situada acima da cabeça.
2) Um plano inferior de intervenção situado abaixo da cabeça.

Fig. 2 - Bola típica




Acções de suporte do jogo



As posições fundamentais e os deslocamentos

Para a executar eficaz dos gestos técnicos é importante conhecer o conjunto de atitudes e movimentos que antecedem a intervenção sobre a bola e que são: as posições fundamentais e os deslocamentos.




Posição fundamental

Posição e orientação do corpo do jogador sem bola.

Deve-se utilizar: quando a bola está em jogo.
Para quê: para agir sobre a bola ou para iniciar rapidamente um deslocamento.


Aqui temos três tipos de posições fundamentais:


Posição alta

  • Executada com pequena flexão das pernas. Utiliza-se quando se espera o serviço do adversário e na preparação do ataque.


Posição média

  • Executada com média flexão das pernas. Utiliza-se antes da realização da manchete e do passe.

Posição baixa

  • Executada com grande flexão das pernas. Utiliza-se para jogar bolas de trajectória baixa.



Deslocamentos

Movimento de locomoção do jogador.

Deve-se utilizar: antes da intervenção sobre a bola.

Para quê: para permitir que o corpo se posicione favoravelmente em relação à bola.

Os deslocamentos podem ser realizados para a frente, à retaguarda, lateralmente e obliquamente.





Gestos técnicos fundamentais


Passe alto de frente em apoio

Transmissão da bola com as mãos.

Fig. 3 - Passe alto de frente

Deve-se utilizar: quando a trajectória da bola se situa no plano superior e vem animada de pequena velocidade.


Para quê: para passar a bola ao companheiro ou reenviá-la para o campo adversário.



Como se deve executar:

Antes

  • Deslocamentos para bola;
  • Posição fundamental média;
  • Mãos elevadas e em forma de concha;
  • Olhos dirigidos para bola.

Durante

  • Colocação do corpo debaixo da bola;
  • Olhar sempre a bola;
  • Dedos a devolverem a bola;
  • Extensão de todo o corpo.

Após

  • Continua a extensão das pernas;
  • Continua a extensão dos antebraços;
  • Flexão das mãos.


Serviço por baixo

Envio de bola para o campo adversário com uma mão ou antebraço, no plano inferior.

Fig. 4 - Serviço por baixo



Deve-se utilizar: quando de inicia ou reinicia o jogo.

Para quê: para projectar a bola directamente para o campo adversário criando dificuldades à recepção.



Como se deve executar:

Antes

  • Orientar o corpo – pés e linha dos ombros – para o campo adversário;
  • Pé contrário ao braço/mão que vai fazer o batimento, ligeiramente avançado;
  • Braço que vai executar o batimento, oscila atrás, enquanto a outra mão segura na bola;
  • Pequena inclinação do tronco à frente;
  • Ligeira flexão das pernas;
  • Olhar o campo adversário.

Durante

  • Extensão das pernas para a frente e para cima;
  • Movimento pendular de trás para a frente do braço de batimento;
  • Mão que segura a bola larga-a logo que o movimento anterior se inicie;
  • Batimento na bola no plano inferior através da palma da mão;
  • Trajectória de baixo para cima e para a frente.

Após

  • Continua o movimento de extensão das pernas e de elevação do braço de batimento;
  • Retorno do tronco à posição vertical;
  • Entrada em campo.


Manchete

Reflexão da bola com os dois antebraços unidos.

Fig. 5 - Manchete

Deve-se utilizar: quando a trajectória da bola se situa no plano inferior e vem animada de grande velocidade.

Para quê: para jogar a bola em trajectória baixa.


Como se deve executar:

Antes

  • Posição fundamental média orientada para a bola;
  • Um pé ligeiramente avançado;
  • Extensão dos braços à frente formando ângulo de 45º com o solo;
  • Deslocamento para a bola.

Durante

  • Ponto de contacto com a bola na superfície plana dos antebraços;
  • Extensão das pernas.

Após

  • Continuação do movimento iniciado na fase anterior;
  • Continuação da extensão das pernas.


Passe alto de costas

Transmissão da bola com as mãos



Deve-se utilizar: quando a trajectória da bola se situa no plano superior e animada de pequena velocidade.

Para quê: para passar a bola ao companheiro ou reenviá-la para o campo adversário para tentar “enganar” (introduzir um erro) ao adversário.



Como se deve executar:

Antes

  • Posição média com um pé adiantado;
  • Tronco mais vertical que no passe de frente;
  • Perna de trás com flexão mais acentuada;
  • Dorso das mãos por cima da cabeça.

Durante

  • Extensão simultânea das pernas e braços;
  • Braços em extensão para cima e para trás;
  • Contacto com a bola na sua parte inferior;
  • Olhar sempre a trajectória da bola.

Após

  • Continuação da extensão das pernas e dos braços para retorno à posição inicial.



Serviço ténis

Envio da bola para o campo adversário com uma mão, no plano superior.


Fig. 6 - Serviço ténis

Deve-se utilizar: quando se inicia ou reinicia o jogo.

Para quê: para projectar a bola directamente para o campo adversário criando dificuldades à recepção.



Como se deve executar:

Antes

  • Orientar o corpo para o campo adversário;
  • Pé contrário à mão de batimento, avanço;
  • Lançar a bola para cima e ligeiramente para a frente, pela mão contrária à que vai fazer o batimento;
  • “Armar” o braço puxando o ombro para a retaguarda.

Durante

  • Avançar o braço de batimento com a mão aberta ou punho;
  • Batimento seco com a palma da mão ou punho.

Após

  • Avanço da perna recuando em direcção ao campo;
  • Entrada em campo.


Remate

Batimento da bola com uma mão, em apoio ou em suspensão, para o campo adversário.

Fig. 7 - Remate


Deve-se utilizar: para criar dificuldade à equipa adversária na recuperação da bola.

Para quê: para finalizar a jogada de ataque da tua equipa.


Como se deve executar:

Antes

  • Posição fundamental alta e olhos na bola.


Corrida preparatória

Corrida dirigida para o ponto de queda da bola após o passe de ataque, e constituída por 2 ou 3 passos:


1.º passo: pequeno passo realizado com o pé direito na direcção da bola; olhos na bola.
2.º passo: maior que o 1.º passo e realizado com o pé esquerdo; os braços iniciam o movimento para a retaguarda.
3.º passo: rápido, longo e explosivo, realizado com o pé direito com travagem do calcanhar; braços sobem atrás do corpo.



Chamada

  • Realizada a dois pés;
  • Junção dos dois pés, seguida de flexão e extensão das pernas;
  • Movimento dos braços de três para diante no momento em que se inicia a extensão das pernas.


Suspensão

  • Ambos os pés deixam o solo ao mesmo tempo;
  • Os braços continuam a subir até ao “armar” do braço, antebraço e mão;
  • Braço de contacto começa a ser puxado para trás;
  • Braço oposto “aponta” para a bola.


Durante

  • Inicia-se o batimento através do movimento do braço de cima para baixo;
  • Batimento com a palma da mão seguido de flexão desta.

Após

  • Queda;
  • Recepção equilibrada no solo através de meia flexão das pernas.




Regras do jogo


Violação da rede:

Não é permitido tocar na rede, durante a acção de jogar ou tentar jogar a bola.


Penalização da equipa

A equipa que toca na rede é penalizada com a perda do serviço ou marcação de ponto para a outra equipa.




Faltas do serviço:

  • Quando o jogador que faz o serviço pisa a linha de fundo;
  • Quando esse jogador não larga ou lança a bola ao ar antes de realizar o serviço;
  • Quando esse jogador não bate a bola durante os 8 segundos que se seguem ao apito do árbitro.

Penalização da equipa

A equipa infractora perde a posse do serviço.


Violação da linha divisória do campo:

  • É permitido tocar o campo contrário com os pés ou mãos desde que uma parte dos pés ou das mãos esteja em contacto ou sobre a linha central;
  • Não é permitido tocar o campo contrário com qualquer outra parte do corpo.

Penalização da equipa

A equipa é penalizada com a perda do serviço ou conta ponto para a outra equipa.




Bola fora:

Considera-se bola fora quando:

  • A bola toca no solo totalmente fora das linhas que delimitam o campo;
  • A bola toca num objecto exterior ao espaço de jogo, nas varetas, postes, etc.


Penalização da equipa

A equipa é penalizada com a perda do serviço ou parda de ponto.


Toques na bola:

  • A equipa pode realizar três toques consecutivos antes de enviar a bola para o campo adversário por cima da rede;
  • A bola deve ser claramente tocada e não pode ser agarrada;
  • O mesmo jogador não pode tocar a bola duas vezes seguidas.

Penalização

A equipa é penalizada com a perda do serviço ou perda de ponto para a equipa adversária.




Obtenção de ponto:

A equipa ganha ponto quando ganha a jogada:

  • fazendo cair a bola no campo adversário;
  • ou quando a equipa opositora comete falta ou falha.


Penalização

O árbitro assinala o ponto para a equipa que ganha a jogada que é registado no boletim de jogo e assinalado no marcador.



Rotação:

Sempre que uma equipa ganha a posse do serviço, os seus jogadores devem fazer uma rotação de posições no sentido dos ponteiros do relógio.

Fig. 8 - Rotatividade dos jogadores


Penalização

A infracção a esta regra é penalizada pela perda do serviço ou perda de ponto.




Final do set ou do jogo

Cada jogo é disputado à melhor de 5 sets.
Um set é ganho pela equipa que atingir primeiro 25 pontos, com uma diferença mínima de 2 (dois) pontos. Em caso de igualdade 24-24, o jogo continua até haver uma diferença de 2 (dois) pontos. Exemplos: (26-24;27-25…).


Ganha o jogo a equipa que vença 3 sets. Em caso de igualdade de set 2-2, o set decisivo 5-5. É jogado até aos 15 pontos, com uma diferença mínima de 2 (dois) pontos.


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Descrição de um exercício de força e outro de flexibilidade

Exercício de força muscular



O exercício que a seguir explico dá uma ideia aproximada da sua força muscular a nível da parte superior do corpo e membros:

  • Coloque-se no chão, com os braços estendidos e apoiado nas palmas das mãos.
  • Se for um homem, fique com as pernas esticadas e o peso distribuído pelas mãos e pontas dos pés.
  • Se for uma mulher fique com os joelhos no chão.
  • Baixe o peito até que toque no chão. Volte para cima (fazendo força com os braços até ficarem estendidos novamente e deitando fora o ar nessa altura – não prenda a respiração).
  • Faça repetidas flexões como esta até que sinta necessidade de parar. Conte as flexões que fez e verifique ao longo do tempo os seus progressos.






Exercício de flexibilidade


O exercício que a seguir explico dá uma ideia aproximada da sua flexibilidade:
  • Faça um aquecimento andando a pé ou de bicicleta até transpirar ligeiramente.
  • Coloque uma fita métrica no chão (fixada com fita-cola) com o zero da escala virado para si. Coloque uma marca nos 40 centímetros.
  • Sente-se no chão com uma perna de cada lado da fita, e cada um dos calcanhares a cerca de 30 centímetros da marca.
  • Peça a alguém que lhe segure as pernas, de modo a mantê-las fixas mas sem interferir com os movimentos.Coloque uma mão sobre a outra e, lentamente, dobre-se para a frente de modo a chegar o mais longe possível sobre a fita métrica. Pare assim que sentir algum desconforto. Quanto maior a distância atingida, melhor a flexibilidade. Faça o mesmo exercício 3 vezes e tome nota da distância máxima atingida. Poderá assim avaliar os seus progressos futuros.